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Autocobrança materna: uma conversa necessária

Parte da autocobrança materna está bastante enraizada nas expectativas sociais. Mesmo hoje, muitas mães se sentem pressionadas a serem “perfeitas”, desempenhando papéis múltiplos e evitando ao máximo demonstrar desgaste. 

Isso acontece porque existe uma pressão implícita de que, além de atender às necessidades dos filhos, as mulheres também devem manter uma casa impecável, crescer profissionalmente, estar fisicamente bem e gerenciar os interesses da família com afinco.

As redes sociais, por vezes, ajudam a amplificar essa percepção, exibindo “mães supostamente perfeitas” que parecem estar sempre organizadas e sorridentes, deixando uma sensação de que as outras mães deveriam alcançar o mesmo. 

E é nesse ponto que nasce a comparação e a ideia equivocada de “não ser suficiente”.

A diferença primordial entre autocobrança materna e autoconhecimento

É importante saber distinguir entre a autocobrança exagerada e a busca saudável por uma melhor versão de si mesma, que vem por meio do autoconhecimento.

Isso porque buscar se autoconhecer é um processo positivo e importante que vai gerar alguns questionamentos intencionando sua própria evolução, mas a autocobrança até mesmo nesse sentido, na verdade, é uma armadilha. 

Focar nela leva ao cansaço, à baixa autoestima e a sentimentos de culpa equivocados – emoções essas que, ao invés de fortalecer, enfraquecem a relação da mulher consigo mesma, com seus filhos e até com os demais familiares.

Sendo assim, a chave está em reconhecer que ninguém consegue dar conta de tudo o tempo todo e o que as pessoas mostram nas redes sociais nem sempre é real. E, ainda que fosse, sua vida não deveria se espelhar nesses recortes da rotina de outras pessoas.

Por isso, buscar autoconhecimento sem se cobrar demais é benéfico, possibilitando que a mãe compreenda melhor suas próprias necessidades e limitações, aceitando-as. 

Esse é um caminho para entender que falhas e acertos na maternidade fazem parte do processo de criar filhos e não se trata de uma medida de competência ou valor pessoal, mas sim de aprendizado.

O impacto da autocobrança no bem-estar materno

A autocobrança excessiva pode afetar negativamente a experiência materna, levando ao estresse, à ansiedade e, em casos mais sérios, à depressão pós-parto ou outras condições emocionais que demandam atenção. 

O desgaste mental e físico de uma rotina intensa, somado ao peso de expectativas irreais auto impostas, pode levar a um estado de grande exaustão. 

E como se não bastasse, isso não apenas impacta o relacionamento com os filhos e o parceiro, mas também pode comprometer a saúde da mãe no longo prazo.

Estudos sobre saúde mental na maternidade indicam que uma rotina de autocuidado, o apoio de uma rede de familiares ou amigos e, em alguns casos, a ajuda de um profissional, são fatores fundamentais para que a mãe consiga lidar com os altos e baixos da vida de mãe.

A importância de se permitir errar na trajetória da maternidade

A autocobrança materna pode estar relacionada à dificuldade de aceitar que é natural errar e que a vulnerabilidade não é um sinal de fraqueza, mas sim de humanidade. 

Sendo assim, uma das maneiras de aliviar esse peso é repensar o conceito de “boa mãe” como uma construção rígida, e passar a enxergá-lo de uma forma mais realista.

Nesse contexto, é saudável entender que nem sempre haverá respostas perfeitas para cada situação que mãe e filho se deparam. 

Embora haja padrões para a maioria dos comportamentos das crianças, seu filho é único, e não existe um manual que preveja todas as situações que vão surgir na vida de vocês. 

Quando um bebê nasce, também “nasce uma mãe” que vai aprender seu papel na vida dessa criança de forma individual, independente de já ter outros filhos.

Portanto, permitir-se errar e buscar ajuda quando necessário é uma maneira de mostrar aos filhos o valor da resiliência, ensinando na prática que ninguém é perfeito, e está tudo bem.

O papel das redes de apoio

É bem comum que a autocobrança se intensifique por conta da ausência de apoio. A falta de uma rede de pessoas com quem contar pode fazer a mãe sentir que está sozinha para cuidar de todas as responsabilidades. 

Por isso, é de suma importância tentar construir uma rede de apoio ainda na gestação, um grupo que inclua amigos, familiares e, se possível, outros pais ou mães. 

Autocuidado: um passo necessário para além da autocobrança materna

Muitas mães se esquecem de reservar momentos de autocuidado, o que as deixa mais suscetíveis ao cansaço e à irritabilidade.

Portanto, se trata de uma necessidade real para toda mulher e deve ser algo personalizado, uma vez que o autocuidado pode vir em diferentes formas: um tempo para ler, praticar seu esporte favorito, descansar em silêncio, meditar, ou até mesmo uma pausa para conversar com amigos. 

Na verdade, não precisa ser nada muito elaborado, mas sim um momento onde a mãe se permite ser ela mesma, além do papel materno. 

Praticar o autocuidado ajuda a reduzir a autocobrança materna, porque reforça que as necessidades e desejos individuais também são importantes e merecem atenção. 

Quando uma mãe se cuida, ela encontra energia renovada e disposição para os momentos com os filhos, o que contribui para um ambiente familiar mais leve e saudável.

Uma nova perspectiva sobre a maternidade: a busca contínua por equilíbrio

É importante ressaltar que maternidade não é sobre sacrifícios absolutos, pois a mulher desempenha diversos papéis atualmente e não somente o de mãe. 

Portanto, buscar equilíbrio não significa negligenciar as responsabilidades maternas, mas sim reconhecer que elas devem estar em harmonia com as próprias necessidades da mulher.

Contudo, o equilíbrio é uma construção contínua, que exige adaptações e certa flexibilidade. Algumas fases exigem mais atenção aos filhos, enquanto em outras, a mãe pode focar mais na sua vida pessoal e profissional. 

Esse processo de equilíbrio, de aprendizado constante e de respeito ao tempo próprio, é a melhor forma de ensinar aos filhos a importância de cuidar de si e dos outros – sem autocobranças excessivas.

Afinal, cada mãe vive uma realidade e carrega consigo expectativas, sonhos e desafios individuais. 

Mas, a jornada materna é feita por períodos diferentes e em muitos haverá oportunidades para redefinir o próprio caminho, com mais leveza, aceitação e autenticidade.

One response to “Autocobrança materna: uma conversa necessária

  1. Tudo que eu precisava ouvir .lhi nesse artigo quanta verdade!.. diante de tanta pressão esquecemos que não somos perfeitas.

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